Chardonnay · Fotografia documental

FRANCE VINS · Novos guias para escolher vinho

Compreender os aromas do vinho

Descreva o vinho com palavras familiares e distinga aroma, sabor e textura para construir referências próprias.

Fotografia documental · Sarah Stierch · Fonte · CC BY 4.0 · Redimensionada e convertida em WebP; sem retoque.

Descreva o vinho com palavras familiares e distinga aroma, sabor e textura para construir referências próprias.

Começar por uma família

Cheire antes de ler uma nota. Escolha primeiro fruta, flores, ervas, especiarias, madeira ou evolução. Se hesitar entre maçã e pera, escreva «fruta clara». Uma impressão não é uma análise química. Duas memórias concretas e uma indicação de intensidade são suficientes. Não precisa de reconhecer uma lista longa nem de utilizar palavras pouco familiares.

Separar nariz e boca

Um perfume frutado não mede açúcar. Registe em colunas distintas aromas e sensações: doçura, frescura, textura e calor. A elaboração pode alterar aromas; uma casta não garante sempre o mesmo perfume. Compare um vinho jovem com outro mais evoluído, sem considerar automaticamente que maior idade significa qualidade superior.

Criar referências pessoais

Cheire separadamente casca de citrino, maçã cortada e uma especiaria. Anote a memória associada e repita noutro dia. Compare vinhos em copos limpos, a temperaturas semelhantes e sem perfumes ambientais. Leia as fichas depois da observação: encontrar primeiro a palavra «baunilha» pode orientar aquilo que espera reconhecer.

Registar uma comparação útil

Prepare uma linha por garrafa com nome, colheita, hora de abertura e três observações. Acrescente dúvidas sobre estágio, lote, açúcar ou conservação. Repita após alguns minutos. «Mais floral do que o primeiro» é uma conclusão útil. Separe observações pessoais, descrições do produtor e expectativas, evitando classificações arbitrárias.

Fontes e método